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Inês, Luz e Palavras

 A primeira palavra que pronunciei foi “luz” e hoje, o meu objetivo como escritora, é devolver
aquela espiritualidade perdida através de uma boa história!

 A primeira palavra que pronunciei foi “luz” e hoje, o meu objetivo como escritora, é devolver aquela espiritualidade perdida através de uma boa história!

 

A primeira palavra que pronunciei para o mundo foi “luz”, enquanto apontava para as lâmpadas do tecto da cozinha. Aos cinco anos, lembro-me de ter sido a última criança da turma a conseguir aprender as consoantes, para grande desespero já da minha educadora de infância. E, uns poucos anos mais tarde, chorei para a minha mãe, porque dizia, nunca conseguir escrever tão rápido como ela. É assim, com estas três histórias, que se escrevem as primeiras linhas, da minha relação com as palavras: encaro-as, como um belo poema tumultuoso.

Falando um pouco mais do meu percurso, anos mais tarde, formei-me em Direito, e na minha área de estudo, publiquei o meu livro de não ficção, intitulado “O trabalho voluntário: uma reflexão jurídica e social”. É sobre voluntariado também, que falo e escrevo aqui no meu blogue.
Mas, como se calhar achava, que a justiça deve ser aplicada pelos deuses, deixei essa tarefa humana, com rasgos de divino, para outros seres humanos.

A paixão pela leitura e pela escrita sempre me acompanhou, mas foi sobretudo, a partir dos doze anos, que comecei a ler compulsivamente. Ainda hoje me lembro, desse momento de viragem; foi um verão, em que decidi começar a ler os livros de Júlio Verne que há muito tempo, estavam guardados na estante. Deparei-me, à época, com uma linguagem difícil para mim, com um vocabulário que eu desconhecia. Terminar de ler o primeiro livro, deu-me um sabor tão grande de vitória, que foi aqui que comecei a ganhar a verdadeira confiança com as palavras. Afinal, o meu trauma com as consoantes, fora finalmente ultrapassado.
Em 2019, saiu a última edição do meu primeiro livro de ficção: “Hipnose, O Regresso ao Passado”. Um pequeno conto acompanha a história: “A Luz de Marva: a história antes deJasmine”. O livro, mais o conto, pode ser adquirido aqui no site, ou através da Amazon ou do Ingram Spark.

Leio todo o género literário de livros, mas aprecio, sobretudo romances distópicos, de fantasia, históricos, policiais e biografias. Enquanto escritora, tenho tendência em abordar nos meus textos, assuntos relacionados com o espiritualismo, a consciência e o esoterismo.
Gosto ainda de juntar uma pitada de fantasia, mistério e história.

Nos últimos anos, tenho-me dedicado a ler e a saber mais acerca da mente, da consciência e da nossa espiritualidade. Estes são temas que abordo, com uma natural inclinação, nos meus textos. Acredito que a evolução do ser humano se faz pela alma e pelo espírito, e que a sociedade em que vivemos nos coloca regras e hábitos, querestringem ou anulam a capacidade de humana de compreender o seu propósito. O meu objectivo, enquanto escritora, é devolver essa espiritualidade perdida através de uma boa história.

Gostaria também de anunciar, que em breve, o meu livro “Hipnose, O Regresso ao Passado” será publicado em português, através da Editora Gato Bravo: https://www.editoragatobravo.pt/.
Gosto da ideia de que os escritores são um pouco como os gatos-bravos: por muito que se tentem domesticar, eles serão sempre selvagens.

Sob a Lente do fotógrafo - a minha experiência

Curiosidades e medos

A experiência de ser fotografada profissionalmente, pela primeira vez, num estúdio fotográfico recheado de roldanas, máquinas, e papel num ambiente pela maioria de nós desconhecido, pode consistir uma experiência interessante para ser contada mais tarde.

Foi o que me sucedeu, quando me lancei neste projeto de lançamento do meu website. Na construção do mesmo, tornou-se necessário, e mais do que pertinente, usar uma fotografia minha, profissional, que pudesse evidenciar aos outros, a minha verdadeira essência. Nunca é um trabalho fácil, este o de nos sujeitarmos a esta exposição da nossa imagem (falo por mim), e sobretudo, de convidarmos a naturalidade, e o nosso verdadeiro “eu”, para uma sessão destas.

Os fracassos e os erros por detrás de uma bela fotografia

Tive a sorte de poder ser fotografada pelo Rui Bessa, um excelente fotográfico residente em Coimbra, com vasto reconhecimento nacional e internacional.

Depois de uma viagem de carro, entre Lisboa e Coimbra, que demorou cerca de uma hora e meia, cheguei ao estúdio do Rui, com algum nervosismo, mas curiosa quanto ao desenrolar de todo o processo. Na preparação, tinha que me maquilhar. Para muitos, isto pode parecer um acontecimento muito singelo, mas para mim, que não tenho por hábito maquilhar-me no meu dia a dia, foi literalmente confrontar-me com algo, que eu enquanto mulher, podia estar mais acostumada, mas que não estou.

Já na casa-de-banho, onde troquei de roupa (escolhi um macacão azul bebé, para condizer com as cores da minha marca), passei então por esse processo, para mim um pouco desconhecido. Saber onde se aplicar o pó dos olhos e o blush, para realçar a luminosidade do rosto, é algo que para mim, ainda faz parte dos mistérios da vida.

Decidi então começar pela base, e tentei espalhá-la, de forma uniforme pelo rosto e pelo pescoço. Mas, qual azar de principiante, uma gota caiu mesmo em cima do meu macacão azul, que era suposto ser a estrela da festa! Já a demonizar o deslizamento da “perfeição”, surgiu logo de seguida a Cátia, para me orientar – e dar apoio moral – ao momento. Com habilidades ganhas no teatro, em funções de gestão das vestimentas, usou dois alfinetes que eu tinha comigo (para ajustar as bainhas do macacão), para mascarar a situação, colocando a mancha da base mesmo por detrás do tecido, tornando-a assim invisível! Graças a este sim, perfeito improviso, pude respirar de alívio, e ganhar a minha salvação.

Naturalmente, que quem olha estas belas e profissionais fotografias no meu website, não imagina a noite mal dormida que tive naquele dia, por causa da ansiedade ou do joelho em ferida, devido a uma queda há uma semana, que me fez chegar a Coimbra a coxear. Da mesma forma, que não pode adivinhar, que existe um remendo bem habilidoso, naquele macacão, porque houve um azar ao aplicar a base, que me manchou a roupa. O meu ar é, bem pelo contrário, limpo e salutar e esconde bem as pequenas dificuldades, os erros e os falhanços, que nos permitiram chegar a este resultado final. Conto-vos tudo isto, porque somos todos humanos, porque o acidente está ao virar da esquina, a imperfeição em cada gesto, e o azar é a nossa sombra…simplesmente, porque existimos.

A receita de sucesso é a naturalidade

Ao som da música do fado, que o Rui pôs a tocar, para extrair de mim, expressões mais introspetivas, e depois de toda a conversa com a Cátia, onde lhe contei várias histórias da minha vida, foi possível captar uma parte de mim, que eu desconhecia.

Ao ver as fotografias finais, fiquei admirada com o facto, de nunca ter conhecido, ou me ter dado conta, de algumas expressões, que são minhas. Havia, portanto, um lugar longínquo da minha existência, do qual eu estava totalmente alheia. E é, por isso mesmo que vos digo, que vale a pena – pelo menos, uma vez na vida – participar de uma sessão fotográfica, onde se possam sentir à vontade. O que podem descobrir depois, pode ser uma verdadeira surpresa.