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Inês, Luz e Palavras

 A primeira palavra que pronunciei foi “luz”. Hoje, o meu objetivo como escritora é devolver
aquela espiritualidade perdida através de uma boa história!

 A primeira palavra que pronunciei foi “luz” e hoje, o meu objetivo como escritora, é devolver aquela espiritualidade perdida através de uma boa história!

A primeira palavra que pronunciei para o mundo foi “luz”, enquanto apontava para as lâmpadas do teto da cozinha.

Aos cinco anos, lembro-me de ter sido a última criança da turma a conseguir aprender as consoantes, para grande desespero da minha educadora de infância. E, poucos anos mais tarde, chorei para a minha mãe, porque dizia que nunca conseguiria escrever tão rápido como ela.

É assim, com estas três histórias, que se escrevem as primeiras linhas da minha relação com as palavras: encaro-as como um belo poema tumultuoso.

Falando um pouco mais do meu percurso: formei-me em Direito e, em 2012, publiquei o livro, intitulado “O trabalho voluntário: uma reflexão jurídica e social”. É sobre voluntariado também que falo e escrevo aqui no meu blogue.

Apesar de ser licenciada em Direito, nunca trabalhei na minha área de formação. Para mim, a justiça deve ser aplicada pelos deuses, por isso deixei essa tarefa humana, com rasgos de divino, para outros seres humanos.

A paixão pela leitura e pela escrita sempre me acompanhou, mas foi sobretudo a partir dos doze anos que comecei a ler compulsivamente. Ainda hoje me lembro desse momento de viragem; foi um verão, em que decidi começar a ler os livros de Júlio Verne que há muito tempo estavam guardados na estante. Deparei-me, à época, com uma linguagem difícil para mim, com um vocabulário que eu desconhecia.

Terminar de ler o primeiro livro, deu-me um sabor tão grande de vitória, que foi aqui que comecei a ganhar a verdadeira confiança com as palavras. Afinal, o meu trauma com as consoantes fora finalmente ultrapassado.

Em 2019, saiu a última edição em inglês do meu primeiro livro de ficção: “Hipnose, O Regresso ao Passado”. Um pequeno conto acompanha a história: “A Luz de Marva: a história antes de Jasmine”. 

Leio todo o género de livros, mas aprecio, sobretudo, romances distópicos, de fantasia, históricos, policiais e biografias. Enquanto escritora, tenho tendência em abordar nos meus textos assuntos relacionados com a espiritualidade, a consciência e o esoterismo.
Gosto ainda de juntar uma pitada de fantasia, mistério e história.

Nos últimos anos tenho-me dedicado a aprender mais acerca da mente, da consciência e da nossa espiritualidade. Estes são temas que abordo, com uma natural inclinação, nos meus textos.

Acredito que a evolução do ser humano se faz pela alma e pelo espírito e que a sociedade em que vivemos nos coloca regras e hábitos que restringem ou anulam a capacidade humana de compreender o seu propósito. O meu objetivo, enquanto escritora, é devolver essa espiritualidade perdida através de uma boa história.

O meu livro “Hipnose, o Regresso ao Passado”, foi publicado em português através da Editora Gato Bravo, com escritórios em Lisboa e no Rio de Janeiro. Gosto da ideia de que as palavras conseguem unir pessoas e sentimentos, ainda que exista um oceano a separá-las.

Penso também que os escritores são um pouco como os gatos-bravos: por muito que se tentem domesticar, eles serão sempre selvagens. 

Sob a Lente do fotógrafo - a minha experiência

Curiosidades e medos

A experiência de ser fotografada profissionalmente pela primeira vez num estúdio fotográfico recheado de roldanas, máquinas e papel, num ambiente pela maioria de nós desconhecido, pode constituir uma experiência interessante para ser contada mais tarde.

Foi o que sucedeu quando lancei este projeto de divulgação do meu website. Na sua construção tornou-se fundamental usar uma fotografia que pudesse evidenciar aos outros a minha verdadeira essência. Nunca é um trabalho fácil, este de nos sujeitarmos à exposição da nossa imagem e, sobretudo, de convidarmos a naturalidade e o nosso verdadeiro “eu” para uma sessão desta natureza.

Os fracassos e os erros por detrás de uma bela fotografia

Tive a sorte de poder ser fotografada pelo Rui Bessa, um excelente fotógrafo com vasto reconhecimento nacional e internacional.

Depois de uma viagem de carro, entre Lisboa e Coimbra, que demorou cerca de uma hora e meia, cheguei ao estúdio do Rui, com algum nervosismo, mas curiosa quanto ao desenrolar de todo o processo. Na preparação, tinha que me maquilhar. Para muitos, isto pode parecer um acontecimento muito singelo. Mas, para mim, que não tenho por hábito maquilhar-me no meu dia a dia, foi literalmente confrontar-me com algo que eu, enquanto mulher, não estava acostumada.

Já na casa de banho, onde troquei de roupa (escolhi um macacão azul bebé, para condizer com as cores da minha marca), passei então por esse processo, para mim um pouco desconhecido. Saber onde aplicar o pó dos olhos e o blush, para realçar a luminosidade do rosto, é algo que para mim ainda faz parte dos mistérios da vida.

Decidi então começar pela base, e tentei espalhá-la de forma uniforme pelo rosto e pelo pescoço. Mas, qual azar de principiante, uma gota caiu mesmo em cima do meu macacão azul, que era suposto ser a estrela da festa! Já a demonizar o desvio da “perfeição”, surgiu logo de seguida a Cátia, para me orientar – e dar apoio moral – ao embaraço. Com truques adquiridos no teatro, em funções de gestão das vestimentas, usou dois alfinetes que eu tinha comigo (destinados a ajustar as bainhas do macacão), para mascarar a situação, colocando a mancha da base mesmo por detrás do tecido, tornando-a assim invisível! Graças a este perfeito improviso (sim, perfeito), pude respirar de alívio, e ganhar a minha salvação.

Naturalmente que quem olha estas impressivas fotografias no meu website, não imagina a noite mal dormida que tive naquele dia, seja à conta da ansiedade, ou do joelho em ferida provocado por uma queda que me fez chegar a Coimbra a coxear. Da mesma forma que não pode adivinhar que existe um remendo bem habilidoso naquele macacão, porque houve um azar ao aplicar a base, que me manchou a roupa. A minha disposição aparenta ser, descontraída e prazenteira, mas esconde bem as pequenas dificuldades, os erros e os falhanços, embora também a capacidade de superação que todos temos e que, neste caso, me permitiu chegar a este resultado final. Conto-vos tudo isto porque somos todos humanos, porque o acidente está ao virar da esquina, a imperfeição em cada gesto, e o azar é a nossa sombra…simplesmente, porque existimos.

A receita de sucesso é a naturalidade

Ao som da música do fado que o Rui pôs a tocar, foi possível registar algo mais do que um simples retrato físico; diria que ele conseguiu captar a essência do que sou e uma parte de mim que até aqui, desconhecia.

Ao ver as fotografias finais, fiquei admirada com o facto, de nunca ter conhecido, ou sequer dado conta, de algumas destas expressões que, sendo minhas, são também de alguma forma estranhas a mim. Havia e há, por isso, um lugar longínquo da minha existência do qual estava totalmente alheia. E é por isso mesmo que vos digo que vale a pena, pelo menos uma vez na vida, participar numa sessão fotográfica, onde, de uma forma descontraída e sem constrangimentos, se possam expor. O que vierem depois a descobrir pode constituir uma verdadeira surpresa.