Self-publishing ou auto-edição

Eu e a Escrita

Self-publishing ou auto-edição – O risco de um caminho difícil

É difícil resumir num artigo de blog, todos os acontecimentos e experiências que tive nos últimos 4 ou 5 anos, no campo auto-edição (self-publishing será o termo mais usado fora de Portugal) do meu livro de ficção “Hipnose, o Regresso ao Passado”. O que vos posso dizer, é que qualquer caminho na área da escrita e da publicação de livros é, por norma, bastante solitária, e requer uma grande resiliência.

Assim, antes de passar à minha própria história neste campo, devo primeiro advertir, que temos que aceitar a solidão deste caminho, se queremos fazer parte dele. Faz parte do processo, descobrir a natureza humana através do silêncio, e não ter connosco, pessoas que acreditam com robusta fé, no nosso sucesso. Todos nós sabemos, que o mercado do livro está em crise, e que é difícil sobreviver com os potenciais rendimentos, que se possam auferir com a escrita. Por isso, qualquer passo neste sentido, será sempre um risco.

Eu e a Escrita

Como tudo começou

Partindo deste pressuposto, e sabendo que estaria a trilhar um caminho ainda mais duro, do que alguma vez poderia imaginar, soube desde cedo, que queria publicar o meu livro primeiro em inglês, e disponibilizá-lo, nos maiores retalhistas mundiais: a Amazon e o Ingram Spark. Para isso, entreguei a tradução e a revisão do texto a várias pessoas, até conseguir um produto final, cuja leitura agradasse ao leitor final. Só esta fase, até ficar aprimorada, demorou muito tempo. O passo seguinte, seria encontrar uma companhia de self-publishing fora de Portugal, para me ajudar a colocar o livro, nos mercados que pretendia. Essa companhia encontrei-a em Londres.

A I AM Self-Publishing, dirigida pelos dois irmãos, ajudou-me no processo de transformação do meu texto num verdadeiro livro de edição de autor: surgiu assim a capa da gaivota, e os ficheiros que foram usados para abrir contas na Amazon e no Ingram Spark. É de facto uma pena, que estes grandes mercados norte-americanos online, que permitem ter os livros numa versão física e digital, apenas publiquem livros em inglês. Nesse aspecto, ainda estamos a um longo passo de obter uma democratização no acesso dos Autores a estas novas possibilidades, na área do online.

Eu e a Escrita

O aparecimento da Pandemia

Naturalmente, que desconhecia em 2017, o surgimento da Pandemia de Covid-19. Pode ter sido uma intuição que me tenha levado a enveredar por este caminho tão sinuoso e que me obrigou a descobrir todos os trâmites da publicação do livro, fora de Portugal, mas a verdade é esta: o online ganhou definitivamente terreno ao offline. É uma tendência que se irá acentuar nos próximos anos.

É impossível contar aqui, em detalhe, os fracassos e as frustrações que senti durante todo este processo, mas podem estar certos, que eles existiram. Foi com eles, que aprendi a seguir em frente, em descobrir um mercado difícil, competitivo, e que não está aberto a todas as bolsas. O que podemos ou não fazer, depende também, e muito, do investimento que estejamos dispostos (e o que podemos!) a fazer nesta área.

Penso que com a Pandemia, chegou a altura de darmos – ou voltarmos a dar – o devido valor aos livros. Como ficou bem provado, são eles que nos ajudam a viajar para outros mundos, quando não temos essa possibilidade, e que nos ensinam, quando não há ninguém ao pé de nós, para nos ensinar. Só isto, tem um poder enorme, sobre o qual raramente pensamos.

Eu e a Escrita

Os livros – uma luz no horizonte

Se tiverem possibilidade, agora que estamos todos mais confinados em casa, encham aquela parede vazia à vossa frente de livros. Podem crer, que se vão sentir mais acompanhados, e que vos dará um prazer enorme ler e conhecer o que de fantástico se publica por aí: são milhões de livros à nossa disposição, para saciar a nossa curiosidade, e o nosso gosto pelos mais variados temas (de ficção e não ficção).

Vamos lá?