“As doenças consequências da conduta”

Pandemia, saúde e reflexões

“As doenças consequências de conduta incorreta”

A bioenergética é um sistema terapêutico que estuda a forma como as emoções influenciam o corpo. Alexander Lowen concebeu este sistema e identificou a existência de uma energia vital em todos os organismos vivos, chamada de “prana”. Estamos, portanto, no seio da chamada medicina energética e vibracional: um caminho para a cura espiritual.

Consegui chamar-vos a atenção?

Reconhecendo-se que todos os seres vivos possuem um corpo vital e energético, de que o ser humano é uma unidade de consciência, aqui interagindo diferentes campos de energia, a doença é assim vista como consequência de um confronto entre os diferentes níveis de consciência.

Assim, a cura da doença através da bioenergética faz-se através do uso de estímulos como a luz, a cor, o som, as formas, as figuras, os campos eletromagnéticos e as imagens mentais.

Se aceitarmos que a falta de amor, por exemplo, é a causa oculta de muitas maleitas e dores, então a bioenergética pode ajudar, porque tem potencial para curar o corpo através da compreensão das emoções. Eu, pessoalmente, entendo isto como a abordagem psicossomática mais completa ao corpo humano (na sua vertente física e espiritual) e tal como Jorge Carvajal nos faz notar, 50% das doenças têm, de facto, causa psicossomática!

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Afinal, o que é que a bioenergética pode fazer pelo bem-estar da alma?

“As doenças são consequências de condutas incorrectas”. A frase é extraída do livro “Pelos Caminhos da Bioenergética: uma arte de curar”, de Jorge Carvajal. O autor é médico, investigador e professor e tem-se dedicado ao estudo e à prática de um conjunto variado de terapias alternativas, como a Acupunctura, a Terapia Neural, a Medicina Floral e Ayurvédica, tendo-se especializado em Bioenergia.

Para quem leu o meu livro “Hipnose, o Regresso ao Passado” sabe que abordo a dualidade entre medicina convencional e alternativa e particularmente, a questão da terapia magnética que é utilizada por Marcus Belling para curar Anne Pauline. Fazia, por isso, todo o sentido, abordar estes temas no meu blog. Já agora, e referindo os números avançados por Jorge Carvajal, foram realizadas nos Estados Unidos, em 1990, 425 milhões de consultas a terapias alternativas, valor esse, bem superior do que o das consultas de medicina convencional.

Obviamente que estes números precisariam de ser actualizados, mas porventura, ficaríamos incrédulos com o aumento exponencial das sessões de medicinas alternativas no mundo. De facto, existe hoje em dia, uma nova forma de olhar a doença, e de como esta se relaciona com o espírito. Por isso, concordo em absoluto quando se afirma que “as doenças são consequências de condutas incorrectas”, o que é bem verdade!

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O livro tem palavras muito sábias. Gostava de salientar este pequeno excerto:

Quando falamos, as cordas da nossa consciência vibram; quando ouvimos, ouvimos como o som revela o instrumento do nosso corpo. Pensamento e sentimento captados em sons, a palavra é a melodia terapêutica por excelência. Acompanha, perdoa, consola. Quando brota do homem, a palavra é um canto à vida, é a encarnação de uma força curativa.

Não podia concordar mais com estas palavras. A palavra cura, talvez mais do que muitos medicamentos e é por isso, que ela é mágica e única. A palavra exerce este poder dominador nas nossas almas e representa, sem dúvida, uma terapia curativa.

A este propósito, existe uma associação de apoio aos sem-abrigo em Portugal, que tenta consolar a solidão destas pessoas através da palavra (Associação VOX). Afinal, como é que eles usam a palavra para curar a alma?

Segundo a VOX, “A Associação VOXLisboa fundamenta-se na perspectiva de que a saúde não é somente praticada por profissionais na área de saúde, mas por cada cidadão. Para isso, propõe usar a companhia e o diálogo como um acréscimo às ferramentas terapêuticas, promovendo uma escuta efectiva que seja facilitadora da construção de pontes para o resto da comunidade. Acima de tudo, procura e desenvolve apoios e ideias que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas que acompanha”.

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O poder da fé e das convicções:

Também na investigação para escrever o meu livro “Hipnose, O Regresso ao Passado”, tive a oportunidade de lidar com muitas destas questões. Gostava de usar os seguintes exemplos referidos por Jorge Carvajal, para pensarem no poder da palavra e das emoções, sob a nossa saúde:

      • Existirá um lugar na consciência a partir do qual o curso de uma doença terminal possa ser invertido?
      • Existirá uma atitude perante a vida que favoreça a cura de doenças incuráveis?
      • Existirá um propósito vital na doença? Teremos alguma coisa a aprender com ela?
      • A doença será uma oportunidade para crescer e encontrar um sentido para a vida?

Penso que todos nós devemos, com tempo e sabedoria, pensar nestas questões. Elas são fundamentais para que possamos compreender melhor, se não existirá um fundo de verdade quando se diz que a fé e a convicção dão, de facto, saúde.