A Regressão a Vidas Passadas

Eu e a Escrita

Escrever um livro de ficção sobre Regressão a vidas passadas

Podem não acreditar, mas demorei muito mais tempo, a solidificar certas ideias em relação à espiritualidade e às vidas passadas, do que a escrever o meu primeiro livro de ficção sobre este assunto “Hipnose, O Regresso ao Passado”.

Isto sucede, porque num certo momento da vida, ligamo-nos inconscientemente a um tema que, sabemos já, faz parte na nossa tendência natural de escrita e de pensamento, mas que ainda estando turvo na nossa mente, precisa de amadurecer, até nos permitir uma abordagem e perspetiva que, intimamente, nos faça sentido.

Embora em assuntos tão complexos e abstratos como a espiritualidade, talvez nunca atinjamos a maturidade e a evolução pessoal necessária a entender totalmente, é verdade que os anos, podem dar uma certa clareza a essas reflexões. Escrevo-vos, portanto, sobre vidas passadas com a lucidez e humildade que toda a minha experiência de vida, e estudo me permitem.

Eu e a Escrita

A Espiritualidade e as Vidas Passadas

Pode ser pouco comum escrever um livro de ficção sobre vidas passadas, mas é muito menos comum, encontrar pessoas espalhadas pelos cinco continentes, que dizem ter lembranças de vidas passadas, ou de nos relatarem experiências, que colocam em causa aquilo que nós achamos saber sobre a consciência, e a existência humana.

Os casos de comunicação com o mundo espiritual, abstrato e distante, que não nos é visível aos olhos, mas que se demonstra através de experiências e sinais, que nos são incompreensíveis aos olhos de uma sociedade lógica e racional, são imensos. Poder-vos-ia falar das experiências de quase morte (ou EQM), de lembrança de vidas passadas, de comunicação com os falecidos e do desenvolvimento de outras capacidades extra-sensoriais e paranormais, que ocupam milhares de folhas de testemunhos em dossiers que, na minha opinião, não deveremos ignorar. Por muito céticos que possamos ser, em relação a muitos destes tópicos, não nos podemos esquecer, que há milhões de pessoas (alguns deles, “antigos cépticos”), que vivenciaram experiências incríveis, e inexplicáveis.

Esses milhões de pessoas têm uma voz, se as quisermos ouvir. A emoção e a profundidade com que elas falam desses acontecimentos, permitem traçar a existência de dois mundos, dois vasos comunicantes que ainda não aceitámos totalmente: este mundo físico e material e, um outro, espiritual, onde sobrevive a nossa alma e consciência. Não é coisa pouca; bem pelo contrário.

É desse mundo espiritual – que, aliás, tem alguma dificuldade em comunicar connosco numa linguagem que possamos compreender – que nos falam estes “fenómenos inexplicáveis”, e que no limite, nos podem abrir a porta para o mistério da vida e da morte. É aqui que se guarda o segredo de como é que as nossas almas, transitam de um lugar para outro e como é que estas questões da espiritualidade, se ligam entre si.

Eu e a Escrita

A dificuldade na comunicação

Assim, temos este mundo espiritual, que tenta comunicar com o nosso mundo terreno e espiritual, mas que encontra um grande obstáculo: como dificilmente acreditamos em algo que não vemos, imediatamente não entendemos esta comunicação subliminar, feita de um quebra-cabeças.

É impossível descodificar sinais do além, ou de mundo espiritual, através dos critérios rigorosos que a ciência usa para quantificar os seus dados. Não se pode medir algo assim, porque não possuímos ferramentas para tal; é como pedirem a um escritor, para traduzir num romance, uma fórmula matemática.

Assim sendo, o que nos resta?

Olhos e coração atentos e uma boa dose de intuição. Se existe algum campo em que devemos usar a nossa intuição, é este. A intuição vem com este pacote humano por alguma razão, e também não é uma coincidência ela ter um nome: ela serve para pressentirmos como verdade, um evento ou acontecimento que as nossas normas não podem validar como certo ou existente.

Por agora, estas questões da espiritualidade e das vidas passadas fazem ainda parte, das nossas crenças pessoais, e apenas podemos almejar encontrar algumas respostas, se mantivermos o espírito em aberto. Pelo menos, é isso que eu sinto.